Limites para o Crescimento

Em 1972 o lançamento de um livro desafiou um dos princípios básicos da teoria econômica – que a terra era infinita e iria sempre prover à humanidade os recursos necessários para sua prosperidade. Seu título, Limits to Growth (Limites para o Crescimento), sacudiu a comunidade científica e abriu espaço para uma nova realidade. O livro recebeu duras criticas, por apresentar um modelo computacional aproximado e imperfeito, mas a essência de sua mensagem estava clara: se desejamos evitar um colapso ambiental e econômico de proporções catastróficas, teremos que repensar drasticamente e em pouquíssimo tempo o rumo que a nossa sociedade decidiu tomar. Citando as palavras do relatório anual de 2003 do Worldwatch Institute: “Nós temos apenas uma ou talvez duas gerações para nos reinventarmos”.

Hoje, mais de 30 anos após a publicação desse primeiro aviso, os limites para o crescimento ficam cada vez mais claros, ao passo que a complexa interdependência do ser humano com o ambiente se evidência. Contudo os esforços globais para reverter esta situação não chegam a ser nem um esboço do necessário para evitar o pior.


Limites para o Crescimento segundo Daly, 1999

 

“Se as presentes tendências de crescimento da população mundial, industrialização, produção de comida, e esgotamento de recursos se mantiver, o limite de crescimento neste planeta será alcançado em algum momento dentro dos próximos 100 anos. O resultado mais provável será o súbito e incontrolável declínio de ambos, população e capacidade industrial.”

Extraído do relatório “The Limits to Growth”, por Donella H. Meadows, Dennis l. Meadows, Jorgen Randers, William W. Behrens III, Massachusetts Institute of Technology (MIT) e The Club of Rome (1972)

 



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